Sunday, May 22, 2005

Homesick

"Homesick" has been the label to describe me lately. What can I do? I really miss Brazil. It's not that I'm seriously depressed or anything, but I can't help my mind from turning away to whatever reminds me of home. It's hard, I had never been like this in Japan. And it makes kinda worried, cause I've got 3 more years ahead, which means I gotta hold on. Well, of course I'll go back home in the meanwhile, but right now even that doesn't sound good enough.
It's such a paradox! I miss home so bad, and that means, of course, I'd like to go home. But at the same time, if I was planning to go home soon, if I had any concrete assurance I'd really go home soon, I wouldn't be homesick, I'd just be longing for my trip. So, what can I do to feel better? I don't know! I've not a clue...
I hear some of my friends are facing the same situation. Is it the time? Second year in the uni, 2 entire years in Japan, success x failure, good x unpleasant discoveries, cultural shock - overcome x suppressed, a lot of experiences anyway.

I've been led to this idea that the 1st year was like childhood: we learned how to talk, we took our first steps in this land, we learned a lot in a short time span, everything was new, interesting, we could see almost no harm in people, and there was always somebody to help us, take good care of us. But then we grew. Growth hurts. Growing requires sacrifices. We left our home and the ones who took care of us to lead an independent life somewhere else. But we can't go back home. Not that home. Who's gonna take care of us now? Ourselves.
We discovered a new world, the real world, where people aren't always gentle, where you might be anonymous, or just "one of", a face in the crowd. Things won't be given to us, we have to go and get them, fight for them. Does it matter what we think, our wills and desires, our hopes and dreams? Sometimes, but not for everyone. Maybe the ones you wish would listen to you will not.
And, however some say we don't have to follow them cause we're not part of them, yes we do. Or else, what are we doing here? Somehow we have to be like them in order to accomplish what we are to: studies. Though I do think we should be ourselves, stand for what we think and not care if our grammar is wrong or if we wear normal clothes.

We're growing. We'll reach something in the end. What? I guess we stay and see...

1 Comments:

Blogger Erica said...

Ilkam, sempre achei que você era muito corajosa por decidir estudar no Japão (todos devem te falar isso). Não só porque é longe, mas porque é muito tempo, é diferente, é difícil, é... o Japão.

Mas eu não questiono sua decisão. Obviamente você não estava em busca de uma faculdade melhor, outros amigos, um apartamento longe dos seus pais ou um clima mais frio. Talvez um pouco disso tudo, mas com certeza alguma coisa além. Um impetozinho de ir embora atrás de novos sentidos para a sua tão nova vida, uma vontade de ir embora e fazer do mundo o seu mundo (e não só o circuito casa-USP), uma inquietação por crer que essa decisão poderia ser uma grande aposta entre as suas empreitadas.

Sem dúvida imaginou, idealizou muitas qualidades do Japão que viu depois serem falsas. A convivência não só tira a perfeição das coisas, mas também nos impõe frustrações e saudades do que era bom mas que foi deixado em prol dessas coisas.

Bom, eu estou escrevendo tudo isso para dizer que todos nos sentimos um pouquinho como você de vez em quando, porque estamos sempre querendo buscar esse algo mais (que tornaria nossa existência menos miserável), e sempre, invariavelmente, nos frustraremos e sentiremos mil saudades da segurança que tínhamos sob aquelas coisas que tanto nos faziam felizes.

Acho que posso imaginar a barra de sentir tudo isso longe de casa, sem ter como fugir da situação. Mas tenho certeza de que às vezes você se lembra dos tempos em que decidiu estudar no Japão e de tudo de legal que aconteceu depois, e fica com um sorriso satisfeito no rosto, feliz de ver colhido um pouco do que esperava quando plantou no coração essa idéia de ir embora.

Aproveita muito aí, tá bom? E força sempre. Saudades!

Beijão,
Erica

4:04 AM  

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